SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cirurgias de readequação de gênero não são meramente estéticas e devem ser cobertas pelos planos de saúde, conforme decidiu o STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 2023. Operações de transgenitalização e de implantação de próteses mamárias para mulheres transexuais também foram incorporadas ao SUS e são reconhecidas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) como procedimentos de afirmação de gênero.
Muitas operadoras, porém, ainda negam esses procedimentos, o que fez crescer o número de queixas de pacientes no país.
Reclamações sobre o tema registradas na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aumentaram 11 vezes nos últimos oito anos, passando de 15, em 2018, para 166, em 2025. Até março de 2026 a agência já havia recebido 38 queixas.



