Por Dr. Jorge Luiz Gonçalves Andrade, anestesiologista e vice-presidente da Unimed Regional Fluminense
Poucas vezes a saúde suplementar brasileira mudou tanto em tão pouco tempo. Fusões, aquisições, trocas de controle, verticalização e concentração, antes episódios isolados, tornaram-se a regra de um mercado que, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atendia 53,16 milhões de beneficiários em planos de assistência médica em julho de 2026. Não se trata de números abstratos: são milhões de pessoas cujo cuidado depende das decisões tomadas nesse tabuleiro.

Os sinais dessa transformação estão por toda parte. Entre o fim de 2021 e o início de 2022, de acordo com levantamento publicado pelo Portal Saúde Business, foram cerca de 150 operações relevantes, entre elas a aquisição da SulAmérica pela Rede D’Or e a fusão entre NotreDame Intermédica e Hapvida. Ao mesmo tempo, marcas tradicionais enfrentam processos duros de reorganização. A trajetória da Golden Cross é emblemática: em 2025, a ANS decretou a liquidação extrajudicial da Vision Med Assistência Médica, operadora associada à marca, após graves problemas econômico-financeiros e administrativos.


