Um estudo publicado em 2026 na revista científica internacional Annals of Public and Cooperative Economics aponta uma diferença relevante no comportamento financeiro das cooperativas de saúde. A pesquisa “Além da maximização do lucro: o efeito da governança cooperativa sobre o risco de insolvência na saúde suplementar brasileira” identificou que essas organizações apresentam, em média, uma probabilidade de insolvência 4,8 pontos percentuais menor do que outras operadoras do setor, considerados os demais indicadores financeiros analisados.
O trabalho foi desenvolvido por Thiago de Oliveira Victorino, Arthur Gomes Nery e Rodrigo Lima Rangel, pesquisadores do Sistema OCB. A análise acompanhou 684 operadoras de planos médico-hospitalares entre 2014 e 2023, a partir de dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reunindo mais de 6 mil observações ao longo de dez anos.
Os resultados dialogam com a dimensão alcançada pelo cooperativismo na saúde suplementar. Segundo o AnuárioCoop 2026, o ramo Saúde encerrou 2025 com 695 cooperativas, 304,3 mil cooperados e 162,3 mil empregados. No mesmo período, as organizações registraram R$ 130,6 bilhões em ingressos e acumularam R$ 81,9 bilhões em ativos.



