Como a recuperação extrajudicial afeta operadoras de saúde e beneficiários

O mercado de saúde suplementar brasileiro enfrenta um momento de atenção diante de desafios financeiros e operacionais. Conforme divulgado pelo CQCS, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o processo de recuperação extrajudicial da Unimed Ferj, movimento que buscava reorganizar compromissos financeiros da operadora, que somam R$ 912 milhões. Paralelamente, a Oncoclínicas também entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 5,1 bilhões. Estas movimentações reforçam os desafios enfrentados pelo setor na busca por equilíbrio financeiro e sustentabilidade das operações.

Josafá Ferreira Primo, proprietário da Salagah Corretora de Seguros, detalha que as duas empresas recorreram à recuperação extrajudicial, por motivos diferentes, mas ambos ligados a dívida alta e fluxo de caixa pressionado. A Unimed Ferj assumiu a carteira da Unimed-Rio em 2024, herdando beneficiários e custos assistenciais sem estrutura financeira suficiente para sustentar a operação. Já a Oncoclínicas enfrenta uma dívida estimada em R$ 5,1 bilhões, agravada por expansão acelerada, resultados financeiros negativos e dificuldades de reestruturação.

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