O mercado de análogos de GLP-1 — os medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” — movimenta cifras bilionárias nos últimos meses, financiadas majoritariamente pelo bolso do próprio consumidor. No entanto, o cenário está prestes a mudar de escala com o gancho da fabricação nacional desses fármacos pela farmacêutica EMS no Brasil, o que deve ampliar o acesso e intensificar a pressão regulatória e jurídica para a inclusão do tratamento da obesidade no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Para além do debate clínico e estético, o fenômeno acendeu um alerta financeiro nas grandes corporações. De acordo com especialistas no segmento, a entrada de um terceiro como fonte pagadora (as operadoras de saúde) pode gerar um impacto imediato na sinistralidade das apólices corporativas e, consequentemente, nos reajustes futuros dos planos de saúde empresariais.
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