Um algoritmo identifica uma lesão antes do radiologista, estima o risco de deterioração clínica de um paciente internado, resume milhares de páginas de um prontuário em poucos segundos e sugere um diagnóstico ou um tratamento com base em milhões de registros previamente analisados. Essas aplicações já começam a fazer parte da rotina de hospitais em diferentes países e alimentam uma discussão que vai além da tecnologia: até que ponto a inteligência artificial (IA) pode participar das decisões clínicas sem substituir o julgamento médico?
Para discutir essa questão, o Medscape conversou com o Dr. Marcio Biczyk, diretor técnico do Laboratório de Inteligência Artificial do InovaHC (In.lab) e autor do livro IA em Medicina: Fundamentos, aplicações clínicas e o futuro da saúde digital (Editora Manole). Com mais de 30 anos de experiência em projetos de pesquisa e aplicações da ciência da computação à medicina, doutorado em informática médica e pós-doutorado em IA na University of Manchester, no Reino Unido, ele discute os limites da autonomia dos algoritmos, explica o que muda na prática clínica e aponta como avaliar se uma solução baseada em IA é realmente confiável.



