*Por Anderson Farias
A fraude em planos de saúde é uma ferida que se alastra de forma silenciosa no sistema suplementar brasileiro. Estima-se que os prejuízos causados por esse tipo de crime ultrapassem R$ 30 bilhões por ano, valor que representa não apenas perdas financeiras, mas um desequilíbrio que ameaça toda a estrutura do setor. Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, fraudes e desperdícios podem corresponder a até 15% das receitas do mercado. Isso significa que, a cada dez reais que entram no sistema, mais de um pode estar sendo desviado por práticas ilegais ou irregulares.
O impacto é duplo. Enquanto as operadoras veem suas margens diminuírem, os beneficiários pagam a conta em forma de reajustes, entraves burocráticos e desconfiança. E o que torna o problema ainda mais grave é o fato de muitas fraudes permanecerem invisíveis por longos períodos, até que os danos se tornem irreversíveis. A sofisticação dos métodos empregados, desde falsificação de documentos até cobranças indevidas e manipulação de informações, faz com que a detecção seja cada vez mais complexa.



