Por Mark Ramsook
A discussão sobre o futuro dos benefícios de saúde costuma começar pelo aumento dos custos. Novos tratamentos e uma demanda crescente por cuidado vêm pressionando empresas globalmente. Mas olhar apenas para quanto custa oferecer um plano deixa escapar uma questão importante: o papel que esse benefício desempenha não é o mesmo em todos os países. O Brasil é um caso particularmente interessante.
O país combina um sistema público universal com uma saúde suplementar fortemente ligada ao emprego. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de assistência médica somavam 52,9 milhões de vínculos em março de 2026. Desse total, 38,7 milhões estavam em planos coletivos empresariais, cerca de 73%.
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