Há muito tempo o ensino médico deixou de ser tratado, no Brasil, como um projeto estratégico de formação qualificada de profissionais da saúde. Tornou-se, na prática, um mercado altamente lucrativo, sustentado por mensalidades elevadas e pela expansão acelerada de cursos, impulsionada por decisões governamentais que privilegiam a abertura de vagas em detrimento de critérios rigorosos de qualidade, fiscalização e responsabilidade institucional.
Hoje, ingressar em uma faculdade de medicina deixou de ser, em grande parte dos casos, resultado exclusivo de excelência acadêmica. Em diversos cursos autorizados, os processos seletivos foram progressivamente simplificados, com redução das exigências técnicas historicamente associadas à formação médica. Esse cenário não decorre de escolhas individuais isoladas, mas de uma política educacional permissiva, que trata a medicina como ativo econômico e não como função social sensível.
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