O faturamento hospitalar é, sem dúvida, um dos maiores gargalos da saúde suplementar brasileira. Trata-se de um processo burocrático, moroso e cheio de entraves que afeta diretamente a eficiência operacional de hospitais e operadoras de planos de saúde.
O que deveria ser simples — a formalização de serviços prestados — acaba se transformando em um ciclo desgastante, que consome tempo, recursos humanos especializados e muita paciência para lidar com divergências administrativas, seja do lado do prestador ou da fonte pagadora.
Nos hospitais, tudo começa na consolidação das informações: prontuários, guias, autorizações e registros de procedimentos. O problema? Cada operadora tem suas próprias regras, e qualquer inconsistência pode gerar glosas e atrasos no pagamento. O aumento das glosas é alarmante: o 4º Balanço Observatório Anahp, publicado em dezembro do ano passado, destaca que o volume de glosas iniciais gerenciais atingiu 18,51% no terceiro trimestre de 2024, indicando uma oscilação crescente significativa em relação aos anos anteriores. Diante desse cenário, a equipe hospitalar precisa revisar contas, conferir documentos e interagir com múltiplas operadoras, consumindo um tempo precioso que poderia ser investido na melhoria da assistência.
O impacto financeiro direto é significativo: estima-se que o atraso nos repasses e o retrabalho gerado pelas glosas causem perdas milionárias para as instituições de saúde, comprometendo investimentos em infraestrutura e tecnologia. Já do lado das operadoras, o desafio não é menor. É preciso analisar cada conta recebida, cruzar dados, auditar cobranças e evitar pagamentos indevidos. Apesar do lucro operacional de R$3 bilhões registrado em 2024, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a falta de padronização entre os elos da cadeia gera ajustes constantes, retrabalho, custos administrativos elevados e impacto direto no fluxo de caixa das empresas.
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