Enquanto os gastos anuais das operadoras com medicamentos de alto impacto clínico são estimados entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, fraudes, desvios, sobreutilização, redundâncias e baixa resolutividade assistencial consumiram cerca de R$ 52,5 bilhões em 2024, podendo chegar a R$ 75 bilhões considerando as faixas estimadas. Ou seja, tais despesas consumiram entre 1,5 e 2 vezes mais recursos que medicamentos. Os dados fazem parte do estudo “Saúde Suplementar em Transição: Acesso à Inovação e Valor Assistencial”, lançado nesta segunda-feira (10) pela Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, durante evento em Brasília.
Produzido em parceria com a L.E.K. Consulting, o levantamento reúne dados públicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), análises econômicas do setor e evidências técnico-científicas para discutir os principais desafios da saúde suplementar brasileira e propor caminhos para ampliar a sustentabilidade do sistema sem comprometer o acesso dos pacientes à inovação.
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