Planos de saúde podem ser os vencedores ocultos do boom dos GLP-1

Blog do Corretor

Por André Vieira | Jornalista

Os medicamentos para perda de peso estão se tornando um problema para quem financia a saúde nos Estados Unidos. Empresas americanas esperam que seus custos subam mais de 11% em 2027, a maior alta em mais de duas décadas, e a disseminação dos GLP-1 está entre os fatores por trás da pressão. No Brasil, a equação é diferente: quem toma Ozempic, Wegovy, Mounjaro ou medicamentos semelhantes geralmente paga pela própria caneta.

Isso não significa custo zero para os planos. Eles continuam financiando boa parte do acompanhamento que cerca o tratamento contra a obesidade. Entre 2022 e 2025, as consultas com endocrinologistas cresceram cerca de 16% por beneficiário na saúde suplementar brasileira. Atendimentos com nutricionistas avançaram aproximadamente 28% e exames de hemoglobina glicada, perto de 24%. No mesmo período, o total de consultas médicas ambulatoriais cresceu apenas cerca de 1% por beneficiário, enquanto os exames em geral avançaram aproximadamente 7%. Os dados mostram que a procura por especialistas aumentou muito mais rapidamente justamente no eixo ligado a metabolismo, diabetes, obesidade e acompanhamento nutricional. Isso não prova que os GLP-1 sejam a causa, mas a coincidência temporal parece confirmar essa tendência.

Leia mais em https://blogdocorretor.com.br/planos-de-saude-podem-ser-os-vencedores-ocultos-do-boom-dos-glp-1/

Facebook
Twitter
LinkedIn
Email
WhatsApp

Comentário