Como startups, robôs microscópicos e IA estão impactando o seguro e a saúde suplementar

Uma startup dos Estados Unidos está desenvolvendo microrrobôs cirúrgicos para tratar Alzheimer por meio de uma abordagem altamente precisa e minimamente invasiva. A proposta é atuar nos vasos linfáticos do pescoço, estruturas extremamente finas, com cerca de 0,2 milímetro, para desobstruir canais de drenagem do cérebro e estimular a eliminação de toxinas associadas a essa doença que afeta cerca de 7 milhões de pessoas no país. 

Empresa já está preparando as primeiras cirurgias Neurocirurgiões da Flórida, Connecticut e Nova York vêm treinando o procedimento, ainda experimental, enquanto a empresa MMI se prepara para realizar as primeiras cirurgias em pacientes. A técnica se apoia em experiências conduzidas na Ásia nos últimos anos, que indicam potencial para desacelerar e até reverter parcialmente quadros moderados da doença. 

O que isso tem a ver com seguros? A descoberta é um passo importante na medicina de precisão e, considerando as novidades no campo tecnológico e na saúde, novas abordagens também geram impacto para o setor de seguros: tratamentos mais modernos e precoces podem alterar projeções de longevidade, custos assistenciais e critérios de precificação no seguro saúde.

Ciência brasileira abre caminho para regeneração da medula: impacto de novas terapias para a saúde suplementar e o seguro A evolução da pesquisa científica pode alterar condições que, até pouco tempo atrás, pareciam definitivas na medicina. Entre esses novos caminhos, surgiu o desenvolvimento da polilaminina, composto derivado de uma proteína naturalmente presente no organismo humano, estudado por pesquisadores da UFRJ.  A substância entrou nas primeiras fases de testes clínicos no Brasil com a proposta de estimular a regeneração de fibras nervosas após lesões na medula espinhal, favorecendo a recuperação de funções motoras. A autorização da Anvisa para iniciar estudos em humanos marca um passo relevante nesse processo. Se as próximas etapas confirmarem segurança e eficácia, a terapia poderá integrar tratamentos para lesões agudas e, futuramente, ampliar seu uso na prática médica, inclusive no SUS. O avanço indica como décadas de pesquisa em biotecnologia começam a produzir alternativas terapêuticas para quadros antes considerados sem solução clínica. Esse tipo de desenvolvimento também repercute no seguro e na saúde suplementar.

Novas terapias capazes de restaurar funções neurológicas alteram parâmetros de custo assistencial, duração de tratamentos e processos de reabilitação, fatores que influenciam a avaliação de risco, a definição de coberturas e a gestão de sinistros pelas operadoras e seguradoras. IA integrada à medicina e ao seguro Seja no campo da pesquisa ou da tecnologia, as novidades na saúde têm ganhado força e seus resultados podem trazer efeitos extremamente positivos no futuro. A transformação digital na saúde ganhou um novo capítulo no Japão com a criação da SB Tempus, empresa formada a partir da união entre o conglomerado japonês SoftBank Group e a americana Tempus, especializada em análise de dados clínicos. A proposta é aplicar inteligência artificial para interpretar informações médicas em larga escala e, a partir disso, estruturar tratamentos mais direcionados. A atuação inicial concentra-se na oncologia, área estratégica em um país onde o câncer é uma das principais causas de mortalidade. A tecnologia permitirá cruzar dados genéticos, históricos clínicos e respostas terapêuticas, aumentando a capacidade de personalização das condutas médicas.  Esse movimento não se restringe ao ambiente hospitalar, pois ao incorporar análises preditivas e terapias sob medida, o seguro saúde tende a passar por ajustes relevantes. Produtos podem evoluir para formatos mais customizados, integrando medicina de precisão às coberturas oferecidas. Com a tecnologia, o uso estruturado de dados clínicos cria condições para avaliações de risco mais refinadas e um elo mais estreito entre operadoras, hospitais e pacientes, otimizando a cadeia de valor da saúde suplementar. Startups além do seguro A dinâmica de transformação no mercado segurador bebe da fonte de empresas que enxergam a inovação como parte da estratégia e fomentam o crescimento tecnológico. Startups de áreas como tecnologia, mobilidade, meios de pagamento, varejo digital e serviços financeiros vêm influenciando diretamente a lógica do setor ao introduzir modelos centrados em dados, experiência do usuário e plataformas integradas. Essas soluções pensadas para resolver dores em outros mercados acabam sendo incorporadas ao universo do seguro. No campo da saúde, por exemplo, aplicativos de gestão de rotina, dispositivos vestíveis e ferramentas de acompanhamento contínuo geram informações que podem ser utilizadas para estruturar programas de prevenção, monitoramento remoto e estímulos a hábitos saudáveis. Ao integrar esses recursos aos planos, abre-se espaço para produtos mais conectados ao comportamento do beneficiário, com incentivos personalizados e gestão mais ativa de condições crônicas. O resultado é um ecossistema mais interligado, em que seguradoras deixam de operar

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