Expansão do mercado de seguros pressiona estrutura administrativa e financeira das corretoras e reposiciona a gestão como fator crítico de sobrevivência
O mercado de seguros manteve trajetória de crescimento em 2025 e entrou em 2026 com desafios estruturais mais evidentes para as corretoras. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que o setor supervisionado movimentou cerca de R$313 bilhões entre janeiro e setembro do último ano, com avanço nominal superior a 7%.
Ao mesmo tempo, levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a maior parte das pequenas e médias empresas brasileiras opera com margens apertadas e baixo nível de controle financeiro, combinação que tem levado muitas corretoras a crescerem em vendas, mas perderem fôlego na gestão.
Esse descompasso entre faturamento e estrutura interna tem se tornado um dos principais riscos do setor. Para Leandro Lotto Lago, proprietário do Grupo Futuro e especialista em proteção de riscos financeiros, a expansão comercial sem organização administrativa é um erro recorrente. “Muitas corretoras confundem crescimento com saúde financeira. A venda aumenta, mas os custos fixos, a inadimplência, impostos e a falta de processos acabam consumindo o resultado”, afirma.
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