Cuidados no contexto da sustentabilidade do setor da Saúde

A healthtech brasileira brain4care mostra na 14ª Convenção Brasileira de Hospitais (CBH) sua tecnologia pioneira de monitorização não invasiva das variações de pressão e complacência intracraniana e participa da programação de palestras, na qual o CEO Plinio Targa e o diretor de marketing Renato Abe abordam aspectos relativos ao problema crônico de desperdícios na Saúde e como a pertinência nos cuidados pode contribuir para colocar as organizações do setor na trilha da sustentabilidade e de melhores desfechos para os pacientes. O evento acontece em 27 e 28 de julho, no Rio de Janeiro.

A brain4care estará presente na 14ª Convenção Brasileira de Hospitais (CBH), que acontece em 27 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, organizado pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHERJ), reúne gestores hospitalares, lideranças institucionais e governamentais e empresas líderes em tecnologia e inovação em serviços de saúde. É nessa última categoria que se enquadra a brain4care, que mostra no estande sua tecnologia pioneira de monitorização não invasiva das variações de pressão e da complacência intracraniana, um indicador de saúde neurológica com potencial para se tornar um novo sinal vital.

A healthtech também participa da programação de palestras do evento: o CEO da brain4care, Plinio Targa,  com o tema “Inovação para a pertinência: um novo olhar sobre a sustentabilidade dos negócios na saúde” e o diretor de Marketing, Renato Abe, com  o tema “Melhorias identificadas por meio da pertinência dos cuidados”.  Não por acaso, os conteúdos das palestras dos dois executivos se cruzam no ponto da pertinência dos cuidados.

“Ser pertinente nos cuidados é uma das estratégias fundamentais para fazer frente ao problema crônico de desperdício verificado no setor da Saúde, além de ser um tema central no debate sobre como as novas tecnologias podem ser uma resposta efetiva para melhorar a saúde financeira dos negócios e a sustentabilidade econômica do sistema”, afirma Targa. Só para se ter uma ideia, vale citar os dados de uma pesquisa divulgada pela Planisa e a Plataforma Valor Saúde DRG Brasil, em 2021,  que mostrou que 53% das despesas hospitalares brasileiras são desperdícios possíveis de controlar e que, ao corrigir determinadas falhas, as oportunidades de ganhos assistenciais chegam a R$ 38,9 bilhões.“É nesse contexto que tecnologias acessíveis e não-invasivas ajudam a introduzir melhorias que auxiliam no aumento da pertinência dos cuidados e segurança dos pacientes, assim como no encaminhamento assertivo para especialistas e exames nos leitos de emergência ou na eliminação da necessidade de transportar os pacientes da UTI para repetição de tomografias para avaliar os riscos de danos neurológicos. Esses são apenas dois exemplos em que a tecnologia brain4care pode ser efetiva para otimizar recursos e reduzir desperdícios nos hospitais brasileiros”, completa Abe.

O cérebro  

Segundo estudo publicado pela The Lancet em 2020, distúrbios neurológicos são a segunda causa de morte prematura e a primeira de incapacidade no mundo, com cerca de 9 milhões de vidas perdidas anualmente, sendo que mais de 78% das mortes estão concentradas em países de renda média-baixa. Na prática, distúrbios neurológicos graves e associados à hipertensão intracraniana se manifestam por meio de sintomas comuns, tais como cefaleia, náusea e tontura. A dificuldade de separar o joio do trigo nos primeiros cuidados acarreta jornadas diagnósticas longas, custosas e pouco resolutivas, tanto nas consultas ambulatoriais quanto nos leitos de emergência, especialmente nos casos de traumas leves e moderados e AVC. Na UTI, a hipertensão intracraniana está associada ao risco de danos neurológicos secundários, sequelas e morte encefálica, entre outros, que se relacionam com os altos índices de desperdício e baixos indicadores de qualidade assistencial, segurança do paciente e desfechos clínicos.

Nesse cenário, a tecnologia brain4care, aprovada pela Anvisa, no Brasil, e pela FDA, nos Estados Unidos, é pioneira ao indicar a condição e evolução do risco de hipertensão intracraniana de maneira não-invasiva, permitindo identificar, por exemplo, os pacientes com sintomas que não correm o risco de evoluírem para hipertensão intracraniana, auxiliando a ação preditiva das equipes nos primeiros cuidados, os diagnósticos mais assertivos e seguros e o monitoramento do risco de danos neurológicos e morte encefálica nos casos críticos. Antes, as únicas formas de obtenção de informações sobre a pressão intracraniana envolviam outros procedimentos mais complexos, como no caso do método padrão ouro, que consiste na inserção cirúrgica de um cateter na caixa craniana do paciente, o que, ao contrário da tecnologia brain4care, restringe sua realização a casos selecionados.

Com a tecnologia brain4care, o médico tem acesso a dados da pressão e complacência intracraniana de modo totalmente não invasivo. A monitorização é realizada com um sensor posicionado na cabeça do paciente com ajuda de uma banda de fixação. Os dados capturados pelo sensor são enviados via internet para a nuvem brain4care, processados por algoritmos e devolvidos em tempo real, no formato de relatório, na tela de um computador, tablet ou smartphone para interpretação do médico.

Amplo acesso

O modelo de negócio adotado pela brain4care, com foco em ampliar o acesso de sua solução ao maior número de pessoas, fornece a tecnologia para hospitais e clínicas por meio de uma assinatura mensal, que inclui o sensor em comodato.  O valor da assinatura é fixo

, com planos personalizados. Isso viabiliza que a tecnologia possa ser adotada por diferentes perfis de instituições de saúde, de grandes hospitais, em ambientes de UTIs, centros cirúrgicos e ambulatoriais, até clínicas e consultórios.

As possíveis aplicações da tecnologia também são amplas, e podem auxiliar, por exemplo, a avaliar a hemodinâmica cerebral em pacientes ventilados e sedados; diagnosticar hidrocefalia e orientar decisões clínicas sobre colocação, ajuste e substituição de válvula de derivação, em caso de mau funcionamento; identificar hipertensão intracraniana  e sua tendência; diagnosticar pseudotumor cerebral ou hipertensão intracraniana idiopática; avaliar segurança neurológica dos pacientes em anestesia geral, durante procedimentos; reduzir o risco de morte por herniação durante processo de punção lombar e qualificação do exame tap test (exame feito por meio de coleta de liquor via punção lombar) para o diagnóstico de hidrocefalia de pressão normal (HPN).

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